(ENEM-2012) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhante o que o mesmo Salvador padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez, servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se for acompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.

(VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & irmão. 1951 – Adaptado)

 

O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e

 

a)    a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.

b)    a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.

c)    o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.

d)    o papel dos senhores na administração dos engenhos.

e)    o trabalho dos escravos na produção de açúcar.