(ENEM-2012) A singularidade da questão da terra na África Colonial é a expropriação por parte do colonizador e as desigualdades raciais no acesso à terra. Após a independência, as populações de colonos brancos tenderam a diminuir, apesar de a proporção de terra em posse da minoria branca não ter diminuído proporcional mente.

MOYO, S. A terra africana e as questões agrárias: o caso das lutas pela terra no Zimbábue. In: FERNANDES, B. M.; MARQUES, M. I. M.; SUZUKI, J. C. (Org.). Geografia  agrária: teoria e poder. São Paulo: Expressão Popular, 2007.

 

Com base no texto, uma característica socioespacial e um consequente desdobramento que marcou o processo de ocupação do espaço rural na África subsaariana foram:

 

a)    Exploração do campesinato pela elite proprietária – Domínio das instituições fundiárias pelo poder público.

b)    Adoção de práticas discriminatórias de acesso à terra – Controle do uso especulativo da propriedade fundiária.

c)    Desorganização da economia rural de subsistência – Crescimento do consumo interno de alimentos pelas famílias camponesas.

d)    Crescimento dos assentamentos rurais com mão de obra familiar – Avanço crescente das áreas rurais sobre as regiões urbanas.

e)    concentração das áreas cultiváveis no setor agroexportador – aumento da ocupação da população pobre em territórios agrícolas marginais.