por Sibele Bertoli.

meditar-2A imaginação é uma possibilidade fantástica que possuímos de representar coisas em pensamentos. Para a filosofia, a representação é um ato de pensamento, portanto, podemos dizer que ao imaginarmos algo o estamos realizando em nosso mundo interior.

Há alguns anos uma amiga jornalista me convidou a escrever um artigo para jornal da cidade.

Na época eu estava envolvida com novos estudos sobre neuroplasticidade.

Na verdade, eu estava era encantada com os experimentos envolvendo neurocientistas e monges budistas.

Sua Santidade Dalai Lama parecia o mais entusiasmado de todos, participando ativamente da pesquisa.

A plasticidade cerebral começou a ser considerada somente na década de 90. Até então se acreditava que o tecido cerebral não era capaz de regeneração. Depois de avaliar as imagens de ressonância magnética com pacientes lesionados em determinadas áreas cerebrais, percebeu-se certa maleabilidade .

Uma função perdida em uma determinada área podia ser substituída por uma região vizinha, descobriram.

Sensacional e mudaria positivamente a vida de muitas pessoas.

Mas o meu encantamento maior era sobre os resultados da meditação, experiência interior na qual os monges budistas são craques.

Estes, enquanto meditavam, foram submetidos á tomografia e ressonância magnética.

Os resultados impressionaram.

Mostravam uma atividade excessiva no córtex pré frontal esquerdo, aquele responsável pela nossa sensação de bem estar. Inclusive, um dos monges estudados foi considerado pelos cientistas o homem mais feliz do mundo.

Como psicoterapeuta, acho mesmo este conceito de felicidade um tanto idealizado. De todo modo, atraída por estes estudos, descobri um tipo de meditação mais adequada ao nosso mundo ocidental, cujo tempo parece escorrer pelos nossos celulares.

Enfim, ganhei minutos a mais de poesia e conforto no meu cotidiano sem precisar virar monge.

Respirar fundo e imaginar que você está em seu lugar preferido na natureza, praia, montanha, rios, ouvindo sons que acalmam a turbulência das pressões internas e externas. Só isso.

São dois minutos apenas.

Se o pensador Edgar Morin, com aquele sorriso acolhedor e amável de quem sabe viver, tiver razão quando diz que a felicidade está em encontrar poesia de vida, talvez bastem estes dois minutos pra trazer em meio ao barulho do mundo a felicidade de nos sentirmos poeticamente vivos.

Se você quiser tentar, o site calm.com ajuda muito. Click aqui

Você tem todo meu apoio.

Um super abraço,