Muito tem sido falado sobre os protestos que estão acontecendo no Brasil, como por exemplo, os protestos contra ou a favor do impeachment da Presidente Dilma. Mas um movimento que tem chamado muita atenção é dos estudantes de escolas de todo o país, onde são reivindicados diversos direitos dos alunos.

Na cidade de São Paulo, no dia 22 de março, ocorreu um protesto de alunos secundaristas, que se manifestaram contra o fechamento de escolas estaduais, melhores condições na educação e o esquema de fraude da merenda, onde a propina que vinha do superfaturamento dos produtos variava entre 5% e 25%.

O Ministério Público suspeita que o dinheiro arrecadado tenha sido usado para pagar dívidas de campanha eleitoral.

No Rio de Janeiro, no dia 4 de março, estudantes protestaram contra o Governador Pezão devido às condições precárias da Escola Estadual Professor Antônio Maria Teixeira Filho, no Leblon. Os alunos reclamam da falta de ar condicionado, já que ficam na escola em tempo integral e passam calor o dia inteiro; alguns professores não estão dando aula e o número de refeições foi cortado de três para duas, fazendo com que eles precisem sair da escola para comer, mas isso não é possível devido à falta de um porteiro.

Também ocorreram protestos em Aracaju, capital do Sergipe e na Serra, no Espirito Santo; os motivos foram respectivamente, a falta de professores do ensino técnico e a construção de uma nova escola pois a que existe no local está caindo aos pedaços.

Esses protestos mostram que a juventude brasileira não está mais aceitando o tratamento que eles e suas escolas recebem e por isso, com certeza, continuarão acontecendo até que os problemas sejam de fato resolvidos. Os protestos também podem ser vistos como uma forma de mostrar que essas manifestações podem trazer resultados, já que no ano passado o Governador Geraldo Alckmin suspendeu o projeto de reorganização escolar devido a protestos e a ocupação de 200 instituições de ensino pelos alunos.